quarta-feira, 11 de abril de 2018

Política

Escreve Ortega y Gasset em "A Origem Desportiva do Estado":
"Não foi o trabalhador, o intelectual, o sacerdote, propriamente dito, ou o homem de negócios que iniciou o grande processo político, mas a juventude, preocupada com as mulheres e decidida a lutar - o amante, o guerreiro, o atleta."
Política como delinquência juvenil? Será que para conhecermos a realidade da política teremos de acreditar novamente nos mitos? A história romana é a história dos irmãos Rómulo e Remo, os filhos da loba; líderes de gangues de delinquentes juvenis; quem acreditou no estupro das sabinas; e cuja festa é a Lupercalia; em que os jovens nus, excepto usando os cintos feitos das peles das vítimas, corriam soltos pela cidade, atingindo aqueles que encontravam, especialmente as mulheres, com tiras de pele de cabra; uma temporada digna de matar o rei, "Júlio César", Ato I.
"Para expandir a população, Rómulo seguiu o modelo de outros fundadores de cidades: abriu um asilo para os fugitivos. A multidão que entrou foi a primeira a entrar na futura grandeza da cidade." "A remissão de pecados que nos torna cidadãos da Cidade Celestial foi fracamente esboçada quando Rómulo reuniu os cidadãos mais antigos de sua cidade, proporcionando um santuário e imunidade para uma multidão de criminosos."
Cf. Tito Lívio, I, 4-5; I, 7; Santo Agostinho, De Civitate Dei, V, 17.

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